Curadoria semanal • Marketing & Tecnologia
por Frederico Carvalho
Receitas europeias aumentaram 38% para 6,3 mil milhões de dólares; operações mais que duplicaram desde 2022, mas a empresa manteve perdas antes de impostos de 616 milhões.
Celebridades e criadores promoverão marcas de centros comerciais e PME; 2025 trouxe impulsos médios de vendas de 160% e crescimento superior a vendedores de marketplace.
Conteúdos falsos circularam em páginas sociais, levando centenas a esperar horas no frio antes de perceberem que a exibição nunca existiu.
IA nas escolas: a promessa é grande. A conta, também.
Há uma frase que se repete sempre que entra “nova tecnologia” na educação: “vai personalizar a aprendizagem e libertar tempo aos professores”.
Em 2026, essa frase vem com chatbots, tutores digitais e acordos milionários…
…e está a ganhar escala a uma velocidade que não deixa espaço para testar com calma.
Nas últimas semanas, viu-se uma corrida global com números que impressionam: nos Emirados Árabes Unidos, a Microsoft falou em ferramentas e formação em IA para mais de 200 mil estudantes e educadores; no Cazaquistão, surgiu um acordo para levar o ChatGPT Edu a 165 mil docentes; e em El Salvador, a xAI anunciou um “sistema de tutoria” para mais de um milhão de alunos.
Isto não é “piloto”.
É implantação REAL!
E, entretanto, Portugal publicou a Agenda Nacional de IA (2026–2030) com 32 iniciativas – incluindo ambição de centros setoriais (com Educação no radar), aposta em literacia e continuidade do LLM português AMÁLIA, com referência explícita a casos de uso no sistema educativo.
Como analista e docente, pergunto-me:
Estamos a pôr a ferramenta à frente da pedagogia?
Escrevi sobre esse tema no meu Instagram esta semana:
https://podes.entrar.pt/ianasescolas
O erro clássico: comprar “um laptop por criança”, esperar milagres
Já houve ondas semelhantes.
A narrativa era nobre (acesso, igualdade, modernização), mas o resultado nem sempre acompanhou a promessa.
Moral da história: hardware e software não substituem método, contexto e capacidade docente.
Com IA, o risco é parecido… só que mais subtil: não é “não aprender por falta de computador”.
É aprender menos por delegar o pensamento.
Então qual é o risco novo?
É quando o assistente reduz pensamento crítico (sem ninguém dar por isso)
Há um estudo recente (Microsoft + Carnegie Mellon) que vale a pena ter em cima da mesa: quando as pessoas passam a confiar demasiadamente no output do chatbot, tendem a exercer menos pensamento crítico, sobretudo quando a resposta parece segura.
Isto, num adulto, já é tema.
Num adolescente, é estrutural.
E depois há o resto do pacote:
– respostas com erros mas “tom de autoridade”;
– enviesamentos;
– dependência;
e, claro, batota assistida por IA (que não é só copiar — é terceirizar raciocínio).
Para não alongar esta crónica, deixo a pergunta…
Quem responde quando correr mal?
Em educação, “correr mal” pode ser:
– dados pessoais expostos,
– recomendações impróprias,
– indução de erro,
– ou conteúdo inadequado.
O contraste que Portugal devia observar (sem complexos) e que me parece mais inteligente nos exemplos nórdicos (e vale a pena acompanhar) é a ideia-base: literacia primeiro, ferramentas depois: com controlo, estudo e faseamento. Há países a testar com docentes, a medir usos e a definir limites antes de pôr alunos a usar chatbots de forma massiva.
No fundo: ensinar a pensar com IA, não a pensar menos por causa da IA.
22 atualidades
Algoritmos hiper‑personalizados prendem criadores em nichos e reduzem hipóteses de alcance cultural amplo; modelos favorecem muitos criadores médios em vez de um megastar.
Feeds algorítmicos desacoplaram publicações do alcance; audiências procuram figuras de confiança e criadores nicho usam equipas para clipar conteúdo e gerar virais.
Executivos criticam perseguição de memes e microtrends em vez de construir capital de marca; produção excessiva e uso indevido de IA como estratégia foram erros comuns.
Advogados de imigração nos EUA indicam que métricas sociais e acordos comerciais passam a comprovar mérito, suscitando críticas sobre erosão de critérios artísticos tradicionais.
Formatos virais de 2025 refletiram ansiedade global e criatividade impulsionada pelo TikTok, desde sátira política até humor sobre ia e fenómenos de celebridades.
Relatórios detalham 215 contratos, despesas por departamentos e mudança para mensagens orientadas por criadores, suscitando críticas sobre transparência e eficácia.
Estratégia aumentou parcerias com dezenas de milhares de criadores, inflacionando honorários em níveis superiores e alterando dinâmicas de mercado.
Estudo da Webloyalty revela tendência para consumo mais racional em 2025, com maioria a procurar oportunidades e controlar despesas após as festividades.
Relatos apontam imagens não consensuais, abuso sexual e cenários de agressão, com alvos como trabalhadoras sexuais e modelos online, elevando riscos de impunidade.
Autor prevê impasses em propriedade do TikTok, limitação de receitas para Threads e Snap, e que gastos em IA não traduzirão em dispensa massiva de empregos.
Reportes sugerem interesse para obter dados de descoberta e compras gerados por utilizadores e reforçar funcionalidades de compra e monetização.
Documento de 16 páginas destaca subreddits relevantes, jornadas de compra em evolução e tácticas para optimizar visibilidade e anúncios.
Inundação de conteúdo sintético gera receitas falsas, decorações estranhas e lojas fraudulentas; criadores humanos vêem queda de impressões e medidas de rotulagem ainda falham na fiscalização.
Investigadores e reguladores de vários países investigam coordenação de utilizadores que exploram falhas de segurança para produzir deepfakes e expor vítimas, incluindo menores.
Recurso opt‑in mostra hábitos em tempo real com controlos por amigo, reacções por emoji e Request to Jam para sincronizar e coencadear músicas.
Novos critérios: 3 episódios, 2.000 horas e 1.000 ouvintes envolvidos; criadores ganham com Premium e anúncios, e recebem ferramentas de patrocínio e API.
Plataforma impõe estimativa facial por persona para atribuir faixas etárias controladas; menores exigem consentimento parental e podem apelar com validação documental.
Experiência dedicada ao bem-estar oferece funcionalidades de saúde com disponibilidade restrita por enquanto, acessível apenas a pessoas autorizadas através de lista branca.
Inclui rostos semicerrados, polegares opostos, borboleta-monarca e um 'pickle' irreverente; fabricantes podem adiar lançamento conforme revisão continua até setembro.
Modelos ThinkPad Rollable XD e Legion Pro Rollable exibidos na feira mostram formatos inovadores; ficaram por confirmar detalhes de produção e disponibilidade comercial.
Estudo da Microsoft indica 24,2% de utilizadores de ferramentas generativas; o país surge em 35.º lugar mundial, atrás de várias nações mencionadas.
Programa contempla 32 ações e prevê mais de 400 milhões de euros de investimento, incluindo 25 milhões para modernizar a administração pública, com fundos europeus.
16 atualidades
Em outubro, o Instagram estreia um marketplace e o Facebook uma interface com dados demográficos e taxas de envolvimento para campanhas.
Documentos revelam obsessão da plataforma por recuperar utilizadores jovens, com mudanças algorítmicas, ferramentas de descoberta de amigos e iniciativas para replicar o apelo do concorrente.
O formato curto impulsionou tempo de consumo e descoberta alimentada por IA, agora rivalizando receitas publicitárias do YouTube e a chamada TV doméstica.
Estado aplica penalizações de cinco mil dólares por violação e abrange plataformas com rolagem contínua e algoritmos, visando proteger menores contra funcionalidades aditivas.
Executivo afirma que conteúdo sintético vai dominar e sistemas de detecção podem falhar; propõe assinatura criptográfica de imagens capturadas para autenticar material real e restaurar confiança.
Acordo avaliado em mais de 2 mil milhões de dólares compra tecnologia chinesa com capacidades autónomas para tarefas empresariais, integradas na oferta da empresa-mãe, mantendo o serviço disponível.
Grupos de defesa criticam falta de opção de recusa, alertam para expansão da vigilância comercial e pedem intervenção da autoridade reguladora.
Empresa atribui adiamento a procura e stock limitados; expansão para Reino Unido, França, Itália e Canadá fica suspensa, com unidades disponíveis só por marcações em loja.
A escolha visa reforçar alinhamento com a administração norte‑americana e procura apoio contra multas regulatórias da UE, ampliando presença de republicanos em cargos séniores.
Função beta mostra handles no topo de perfis, permite portar nomes do Instagram e promete reservas de nomes no início de 2026.
Nova interface oferece opções mais claras para gerir receitas, programas disponíveis e permissões de criadores, com acesso simplificado às funcionalidades elegíveis.
Utilizadores são notificados e podem transferir os vídeos para o dispositivo pelo menu de opções ou através do Meta Business Suite.
Funcionalidade permite gerar retratos personalizados usando modelos gerativos, estando a chegar progressivamente a mercados e perfis elegíveis diferentes.
Funcionalidade facilita contacto direto entre criador e público, permitindo mensagens rápidas sem abrir a própria publicação efémera adicional.
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Fraudadores exploram pressões culturais e desespero económico; táticas locais variam (mentores falsos, referências, vagas formais) e contas são comprometidas em vários países.
Vídeo lidera formatos; demonstrações e testemunhos aumentam conversões. Advocacia de colaboradores amplia alcance orgânico e anúncios estratégicos convertem compradores com intenção.
Adopção diária aumentou, regras de nome real reduzem toxicidade e algoritmo mais suave promove publicações construtivas, atraindo utilizadores que abandonam outras plataformas.
Ferramenta interpreta descrições complexas, revela vagas ocultas, já processa milhões de buscas semanais e melhora hipóteses de contratação para candidatos sem grau.
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Profissionais de marketing temem instabilidade e alterações algorítmicas após transição para uma joint venture americana, apesar dos bons resultados atuais em publicidade e comércio.
Moradores relatam gravações clandestinas em lojas com dispositivos inteligentes; clips POV são publicados para monetização, contas removidas e sindicatos alertam para uso cada vez mais generalizado.
Dados do Pew indicam que 43% dos adultos entre 18–29 preferem aquela plataforma, com vídeos de influencers e filmagens de utilizadores a dominar o consumo informativo.
Acordo oferece acesso exclusivo aos bastidores, programas de criadores, ferramentas de monetização, opções de streaming e um hub in-app com filtros, stickers e medidas anti-pirataria.
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Consolida partilha de receitas, assinaturas, análises e acesso a suporte; criadores consultam elegibilidade, ganhos estimados e definições de pagamento diretamente.
Recap anual revela líderes em música, TV e desporto; Stray Kids gerou 45.7M publicações, Premier League liderou menções e o emoji mais usado teve 2.4B ocorrências.
A empresa registou queda acentuada nos lucros e redução de pessoal; anunciantes e reguladores mantêm reservas apesar de promessas de melhoria de segurança.
Porta-voz afirma que medida monetiza imagens não consentidas e afronta vítimas; líder da oposição apoia Ofcom para aplicar ações de fiscalização decisivas.
No episódio 334 falamos sobre Ecommerce AI Marketplaces, a campanha "atrasados ambientais" e AI slop ou sofisticação.
BESTSELLER 2025
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Chega ao fim mais uma edição da DIGITAL SPRINT
Curadoria prática para decisões melhores no marketing e tecnologia.
